Medição de subempreiteiro: retenção e repasse sem dor
Medição de subempreiteiro é o boletim do que o terceirizado executou no período, conferido contra o contrato, com a retenção combinada, e que vira o valor a pagar a ele. Boa parte da obra é executada por subempreiteiro, e é aí que a medição fica confusa: quanto ele executou, quanto reter, o que já foi pago, o que virou conta a pagar. Sem controle, paga-se a mais ou gera-se atrito.
Medir o sub como se mede o cliente
A medição do subempreiteiro segue a mesma lógica da sua com o cliente: boletim sobre o executado, contra uma planilha e um valor fechado. A diferença é o sentido do dinheiro. Na medição do cliente, você recebe. Na do sub, você paga. Se você já mede bem para o cliente (veja medição de obra sem erro), metade do caminho está feito.
O que precisa estar escrito antes da primeira medição:
- Escopo e valor: o que ele vai fazer e por quanto, de preferência por item ou por etapa.
- Critério de medição: por percentual, por metro, por unidade entregue.
- Retenção: quanto fica retido em cada medição e quando é devolvido.
- Prazo de pagamento: quantos dias depois da medição aprovada ele recebe.
Passo a passo de uma medição de sub
- Vá à obra e confira. Medir pelo que o sub diz que fez é pedir para pagar a mais. Medição se faz olhando o serviço.
- Lance o executado no período, em percentual ou quantidade, item a item.
- Compare com o acumulado. Some o que já foi medido antes. Se o acumulado passa do contrato, pare: ou falta aditivo, ou a medição está errada.
- Aplique a retenção combinada sobre o valor bruto.
- Desconte o que foi adiantado ou fornecido por você e estava previsto para sair da conta dele.
- Aprove e programe o pagamento pelo valor líquido.
Quem faz o quê
Medição de sub costuma dar problema quando uma pessoa só mede, aprova e paga. Separe pelo menos dois papéis:
- Engenheiro ou mestre: confere o serviço na obra e lança o executado.
- Gestor da obra: aprova a medição, olhando o acumulado e o contrato.
- Financeiro: programa o pagamento no prazo combinado e controla o que ficou retido.
Com isso, o sub sabe com quem falar quando discorda da medição, e você sabe em que ponto a conta parou. Combine também a data de corte: medição fechada sempre no mesmo dia do mês facilita o planejamento dos dois lados.
Exemplo numérico
Exemplo ilustrativo: contrato de alvenaria com um subempreiteiro, R$ 80.000, retenção de 5% por medição.
| Medição 1 | Medição 2 | |
|---|---|---|
| Executado no período | 30% | 25% |
| Valor bruto | R$ 24.000 | R$ 20.000 |
| Retenção (5%) | R$ 1.200 | R$ 1.000 |
| A pagar | R$ 22.800 | R$ 19.000 |
| Acumulado medido | 30% (R$ 24.000) | 55% (R$ 44.000) |
Depois de duas medições, há R$ 2.200 retidos. Esse valor não é seu: é do sub, guardado até o fim do serviço. Se ninguém anota, na hora de devolver vira "acho que já paguei".
Retenção e liberação
A retenção (garantia de execução) fica registrada e só é liberada quando o combinado acontece: conclusão do serviço, aceite, fim do prazo de garantia. Controlar isso medição a medição evita o clássico "achei que já tinha pago" e a discussão no fim da obra. O percentual e as condições são do seu contrato; se tiver dúvida sobre o que cabe colocar, confirme com seu advogado.
Erros comuns
- Pagar por adiantamento sem registrar. O vale dado no meio da semana precisa sair da próxima medição.
- Medir acima do contrato sem aditivo. O serviço extra pode até ser justo, mas sem papel não tem como defender.
- Misturar serviço com material. Se você compra o material, ele não entra na medição do sub.
- Esquecer o custo na obra. A medição do sub é custo daquela obra. Lançada em "geral", some do resultado por obra.
Como fazer no Prumo
Contratos ficam nos planos Profissional e Premium (veja os planos). Na tela de Contratos, a família Terceirizados guarda o contrato do subempreiteiro, amarrado ao terceirizado da obra. A partir daí a medição dele valida contra o valor contratado mais os aditivos assinados: se o acumulado aprovado mais a medição atual passa do teto, o Prumo recusa o envio e a aprovação e mostra quanto ainda há disponível. Para medir acima do combinado, registre antes o aditivo. O saldo aparece na tela do terceirizado, em "Saldo do contrato".
Na medição, você informa a quantidade ou o percentual executado no período; o sistema aplica a retenção técnica (caução) e as deduções previstas no contrato, e a medição aprovada vira conta a pagar no Financeiro. Quem edita contrato de terceirizado é o Administrador ou o Financeiro; a Engenharia consulta. Veja Contratos e Medições no guia.
Subempreiteiro bem medido é parceria que dura. Mal medido, é briga garantida no fim da obra.
Perguntas frequentes
Como se mede o serviço de um subempreiteiro?
Do mesmo jeito que você mede para o cliente: pelo que foi executado no período, em percentual ou quantidade, contra o valor contratado. O resultado é o valor bruto da medição, sobre o qual entram retenção e descontos combinados.
O que é a retenção contratual do subempreiteiro?
É uma parte de cada medição que fica guardada como garantia de execução, conforme o contrato. Ela é devolvida quando o combinado acontece, normalmente na conclusão ou depois da aceitação do serviço.
Posso pagar ao subempreiteiro mais do que o contrato?
Só com aditivo. Se o escopo cresceu, registre o aditivo antes de medir acima do valor contratado. Sem isso, o pagamento extra vira discussão no fim da obra.
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