ERP para construtora: como escolher (checklist)
Para escolher um ERP para construtora, teste com uma obra sua e confira se o sistema trata a obra como centro de tudo: cada despesa, receita, compra e registro do canteiro ligado a ela. Se a resposta para "quanto essa obra já gastou?" exige exportar para planilha, o sistema não é para construtora.
Use o checklist abaixo na demonstração e no período de teste. Não precisa marcar tudo: precisa marcar o que a sua empresa usa hoje e vai usar no próximo ano.
Checklist: a obra no centro
- Toda conta a pagar e a receber pode (e deve) ser ligada a uma obra.
- A obra tem etapas com orçamento e avanço físico, não só um nome e um saldo.
- Dá para ver, numa tela, o orçado contra o gasto de cada obra.
- O custo do material que sai do depósito entra no custo da obra que usou.
- Obra concluída continua consultável, com histórico, para orçar a próxima.
Checklist: o financeiro do dia a dia
- Importa o extrato do banco (de preferência OFX) e ajuda a conciliar.
- Parcelamento, recorrência e pagamento parcial funcionam sem gambiarra.
- Tem fluxo de caixa e previsão de caixa por período.
- Tem DRE que você consegue ler sem chamar o contador.
- Separa despesa da empresa de despesa de obra.
Checklist: o canteiro
- Funciona no navegador do celular, sem instalar nada pesado.
- O encarregado consegue registrar o dia (diário, fotos) em poucos minutos.
- Técnicos e estagiários veem só as obras deles.
- Compra começa na obra (requisição) e termina no financeiro (conta a pagar), sem digitar duas vezes.
Checklist: o que o dono vai ver
- Quanto cada obra recebeu, gastou e qual a margem até agora.
- Quais obras estão atrasadas e quanto.
- Quanto há a pagar e a receber nos próximos 30 dias.
- Quem deve para a empresa e há quanto tempo.
- Os relatórios saem em planilha ou PDF para levar ao contador ou ao banco.
Se o sistema não mostra isso sem montagem, você vai continuar fechando o mês na planilha, e o sistema vira só mais um lugar para digitar.
Checklist: contrato e saída
- Como é cobrado? Por usuário fica caro quando a equipe cresce. Por empresa é mais previsível.
- Tem teste gratuito? E dá para testar com dados reais, não só com a demonstração?
- Tem fidelidade ou multa?
- Como eu tiro os meus dados? Planilha, PDF, por quanto tempo depois de cancelar.
- Como é o suporte? Chat, e-mail, telefone, em que horário.
Perguntas para fazer na demonstração
Peça para o vendedor mostrar, ao vivo, estes três fluxos. Se ele desviar, já é uma resposta.
- "Chegou uma nota de cimento de R$ 4.800 para a obra X. Mostre do lançamento até aparecer no custo dessa obra."
- "O encarregado concretou a laje hoje. Mostre como isso vira avanço da etapa."
- "Quero saber quanto a obra X gastou contra o orçado. Onde eu vejo?"
Uma conta simples de custo
Exemplo ilustrativo: uma construtora com 8 pessoas usando o sistema. Num sistema de R$ 60 por usuário, são R$ 480 por mês, e cada contratação aumenta a conta. Num sistema por empresa de R$ 170, o valor é o mesmo com 8 ou com 15 pessoas. A pergunta certa não é "qual é mais barato hoje?", e sim "quanto vai custar quando eu tiver o dobro de obras?".
Erros que fazem trocar de sistema em um ano
- Escolher pelo tamanho da lista de funcionalidades. Sistema com 400 recursos que a equipe não usa perde para o que faz bem as 20 coisas do seu dia.
- Não envolver quem vai usar. Se o financeiro e o encarregado não testaram, eles não vão adotar.
- Querer migrar todo o histórico antes de começar. Comece pelas obras ativas e pelas contas em aberto.
- Ignorar a saída. Sistema que prende os seus dados vira refém, não ferramenta.
Como o Prumo responde a esse checklist
O Prumo foi feito por uma construtora e trata a obra como centro: contas a pagar e a receber ligadas à obra, etapas com avanço físico, orçado × realizado e rentabilidade por obra nos relatórios, extrato em OFX e conciliação. É cobrado por empresa, com 3 usuários no Essencial, 5 no Profissional e ilimitados no Premium, 15 dias de teste sem cartão e sem fidelidade. O diário de obra, inclusive pelo Telegram, está em todos os planos; compras, contratos e RH, a partir do Profissional; comercial e estoque, no Premium. Os relatórios saem em Excel e PDF, e os dados podem ser exportados enquanto a conta estiver ativa e por 30 dias depois do encerramento. Compare os módulos em planos e veja tudo em recursos. Se você ainda está decidindo se sai da planilha, leia planilha ou ERP.
Não escolha o sistema que faz mais coisas. Escolha o que responde, numa tela, quanto a sua obra já gastou.
Perguntas frequentes
O que é um ERP para construtora?
É um sistema que junta num lugar só o financeiro, as obras, o orçamento e, conforme o caso, compras, estoque e pessoal, com a obra como centro de tudo. A diferença para um ERP genérico é que cada lançamento nasce ligado a uma obra.
Como escolher um ERP para construtora?
Teste com uma obra real sua, confira se cada despesa fica ligada a uma obra, se a equipe consegue usar pelo celular, se o preço cabe quando a empresa crescer e se você consegue tirar os seus dados quando quiser.
ERP genérico serve para construtora?
Serve para emitir nota e pagar contas, mas costuma tratar a obra como um centro de custo qualquer. Etapas, avanço físico, medição e orçado × realizado acabam voltando para a planilha.
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